Thursday, December 27, 2007

Lending Money

Some sites where you can lend money to others safely:
Check it out! :)

Wednesday, October 24, 2007

MAK

Há uns meses atrás, numa Viena não muito distante falei-vos do MAK.

Encontrei agora um artigo que fala desse belo museu. Desta feita têm... Árvores Solares! :)
E perguntam vocemecês o que são árvores solares. Vá!

- "O que são árvores solares?!?"

Não digo! Vão ver por vocês! :P

Sunday, October 7, 2007

Lindo! Simplesmente lindo!



E para quem tiver mais tempo... uma versão mais extensa, legendada e com comentários do apresentador. :P

Sunday, September 30, 2007

As conchas do Stallone, ou perto...

Versando sobre design de sanitas, terminei o post com uma referência às misteriosas conchas usadas no filme "Demolition Man". lol... Essa parte do filme tem a sua piada. :)

Hoje não vos venho falar das conchas mas de uma alternativa inventada pela empresa de nome... TOTO! :P

Devo avisar que explorar o site é uma experiência algo perturbadora.
http://www.cleanishappy.com/
Teriam de me pagar bastante para me sujeitar a opiniar de forma tão entusiasta sobre este produto.

Cleansing wand... lol.

Friday, June 29, 2007

O que quero fazer

Estando a codar javascript non-stop, por vezes preciso de um bocado de inspiração.
Tem sido aqui que a tenho vindo buscar:


No work, no money, no base-jumping. Por isso toca a trabalhar! ;)

Saturday, June 23, 2007

Imagem saudosista


Encontrei há pouco a página da Packed, uma revista que me caiu nas mãos enquanto estava em Nice.
É uma revista escrita por backpackers para backpackers e devo dizer que quando vi a imagem da capa da revista que estão a ver agora (e que me acompanhou durante a minha viagem) me deu um aperto no coração.
MERDDDAAAA!!! Quero viajar! :|

Argh! Que vício... a liberdade, a possibilidade de ver o mundo, conhecer novas pessoas, interagir sem barreiras sociais rotineiras, com interesse genuíno e vontade de viver.
Enfim... toca a trabalhar para isso. ;)

O regresso do filho pródigo

Não do filho, mas do amigo. :)

O Pedro voltou da sua viagem pela Europa há já uns dias. Contrariamente a mim que transformei uma viagem de um mês numa de dois meses, ele tornou uma viagem de 15 dias numa de 7 dias.
Quando soube que ele estava de regresso cheguei a recear que algo de mal tivesse sucedido, mas a única coisa de especial a relatar é que ele fez 7 cidades em 8 dias!!!
Daí o regresso mais cedo para poder descansar antes de regressar às responsabilidades laborais. :)
As cidades, se não me engano terão sido: Barcelona, Pisa, Florença, Roma, Veneza, Munique e mais alguma que estará a falta. Uma bela viagem que segundo ele transmitiu correu muito bem. :)

Tuesday, June 12, 2007

Tecnologia ao serviço das pessoas

Se há coisa que gosto de ver é ideias boas ao serviço das pessoas!

Este é o site http://gizmodo.com/gadgets/finger-saver/amazing-sawstop-cuts-anything-but-your-fingers-265577.php... raios já está tudo escrito no URL!
:)

Bom, para a malta que não vai lá com o Inglês: esta gente criou uma serra que detecta quando uma parte do corpo de uma pessoa (ou o corpo todo... nunca se sabe) está a aproximar-se da lâmina e para-a no próprio instante.

Lindo! :)

Sunday, June 10, 2007

Outra viagem!

Agora não sou eu, mas um amigo meu que parte à descoberta da Europa.
Que loucura! :D

Não dá para partilhar o quão alegre estou por ele: sei que se vai divertir pa caraças e estou desejoso de saber qual a visão com que vai voltar.
Quando voltar partilho o que aprender com ele. ;)

Por cá, este Davide (porque há muitos cá na zona e podia estar a falar de outro :)), vai trabalhando nos seus projectos pessoais. Até à data tenho aprendido montes de coisas e pouco a pouco vou aplicando o que vou aprendendo. As ideias não param de surgir e se pudesse desdobrava-me nuns tantos (como o Calvin com a sua caixa de cartão) para lidar com isto tudo.

Faltando-me a leitura do livro Getting Things Done, ainda sou um cúmulo de desorganização, mas não me estou a chatear porque estou a avançar em resmas de frentes ao mesmo tempo. Se me chateio com uma ideia, avanço com outra, se essa me cansa sigo para algumas leituras relativas a outra e, enquanto que pode parecer que assim não vou a lado nenhum, este método de avançar tem sido divertido para caraças. :)

Bom... nada do que escrevo dará para perceber pelas pessoas que não me rodeiam por agora. Caga na cena. :)

Aqui fica um vídeo. Porque sim:

Sensitivity Training - The funniest home videos are here

Thursday, June 7, 2007

Eu hoje acordei assim...

... com uma fome do caraças! :)

Monday, May 28, 2007

E assim terminou... ou será que começou? ;)

Acabaram os textos do bloquinho que me acompanhou nesta viagem... Sobraram apenas 3 folhas em branco que já não deverão ser preenchidas.

Agora era a parte onde voltaria a rotina... :)
Isto se eu fosse um gajo normal com as mesmas ideias do resto do povo. Mas, felizmente não sou, e voltando a Portugal toca de recusar 3 ofertas de emprego na mesma semana e meter-me em projectos pessoais. Desde que cheguei o tempo tem sido ocupado na organização de ideias, recolha de textos e contactos do livrinho de viagem, actualização relativamente ao que se passou no mundo enquanto estive fora (nada :P), reciclagem dos meus conhecimentos de informática e reencontrar a malta amiga aqui e ali.

Não tenho conseguido ficar parado muito tempo e já estive em Lisboa, na Benedita (visitando Lisboa novamente) e agora Portimão, onde estou a dar cabo da paciência à minha irmã com os meus hábitos de sono diários (em vez de nocturnos) e esquecimentos relativamente a horas de refeições. Cinco anos de Técnico produziram uma mente trabalhadora fodidae não necessariamente produtiva.

Hoje fechei o saldo relativamente aos contactos de outras almas de viajantes: 91 pessoas, um valor que acho positivo para 2 meses. :)
Claro que isto não são contactos "normais", a maioria foram contactos trocados na premissa:
"Um dia, se for ao teu país, digo-te qualquer coisa para me
desenrascares."

Enquanto parte deles são de pessoas com quem passei grandes momentos e, revendo os vídeos da viagem, só posso dizer que marcaram e deixam saudades. :)

Agora vou ter de tratar de fotos. Sete! gigas!!!
Vou ter de criar uns albuns online e tal... Isto rentabilizando a happy-hour da oninet (1AM-8AM), que acabou de começar agora! ;)

Vai ser uma semana interessante. :)

Lisboa - Uma capital vista com outros olhos

Lisboa não mudou e puxa que dá uma experiência diferente aos visitantes.
Obriga a andar, explorar e fornece um retorno bem grande.
Compensa pelas ruas amplas, os miradouros, as ruas ricas da baixa, o castelo, as ruelas intermináveis, os jardins: uma imensidão a explorar.

Mas para quem cá vive a história é outra, toda essa riqueza não está disponível quando metade do tempo é gasto no trânsito. As casas são fora de Lisboa enquanto as empresas são no centro.
Não existem distritos como os de Barcelona, algo que me lembra mini-habitats. Aí parece existir o conceito de cidades dentro das cidades. Todas pensadas para as pessoas.

Lisboa é antiga e tem um legado que não vai desaparecer: faltar-lhe-á sempre a qualidade de vida oferecidas por capitais mais jovens.
Recomendo uma visita a outras cidades, para que vejam com os vossos olhos alternativas para a vida do dia-a-dia. Gostam de andar de bicicleta ou de patins em linha? Visitem Berlin, Munique, Praga, Budapeste e Krakow.

"New capital to live in" tip: Procurem cidades atravessadas por pequenos rios. :)

Barcelona - Parte II

Barcelona é uma bonita cidade. Multi-cultural, tolerante, um pouco freak, artística, muito à frente!

Não vi os bares porque estão escondidos atrás de uma campainha ou de uma porta que esconde a verdadeira natureza do que se passa lá dentro. O Alex mostrou-me um pouco: Las Ramblas e Plaza Real. Vale tio!
Foi uma boa amostra e fica a vontade de regressar.

Museus de arte contemporânea rulam! Desta feita: "The Killing Machine and Other Stories", de Janet Cardiff & George Bures Miller, uma experiência imersiva que não posso deixar de recomendar.

P: Como perder um avião?
R: Ir para o aeroporto errado.
Compre o bilhete online pela RyanAir e não reparei que o aeroporto era o de Barcelona-Girona. Com essa informação em falta, fui para o aeroporto de Barcelona, com a antecedência adequada a uma viagem de avião.
Quando cheguei era cedo demais e ainda não havia registo do meu voo, seria meia hora de escrita pensei eu. Tempo de fazer check-in.
Fui à procura do voo e na zona onde este devia estar. Não estava. Boca!
Com muita calma paguei 100€ pelo próximo voo para Portugal (Lisboa em vez de Faro) e ainda conheci uma simpática Alicja no avião. :)

A tarde de paragem no aeroporto deu para desenvolver mais um pouco das minhas ideias de negócio. Mas isso são temas para mais tarde. :)

Barcelona - Parte I

San Sebastian em ponto grande.
Ruas amplas, edifícios lindos e quando menos se espera... Gaudi a dar-lhe!
Nesta altura estou farto de viajar... não planeio o que faço na cidade e parece que para Barcelona é mesmo a melhor maneira de lidar com a coisa - assim diz o meu guia: "deixem-se impregnar com a cidade".

Primeira noite: bar do hostel e dormir (duas viagens de avião moem).
Primeira manhã: qualidade do serviço no hostel (Centric Point) suckou... disseram-me que tinha de sair do meu quarto... obrigaram-me a pagar as 3 noites logo (porque o sistema informático não suportava pagar só uma noite).
Passeio pela cidade, com a minha cabeça já em Portugal.
Tarde: passeio pela cidade; pack-up for Portugal. Rethink work stuff for Tugal.

Neste final de viagem fechei-me novamente à malta que me rodeia. Onde foi parar o espírito da noite de Salamanca?
Agora vejo a malta como jovens desmiolados/ingénuos ou velhos sem espírito crítico relativamente ao mundo... ou meramento boémios, nem sei. Não vejo benefícios em perder tempo com esta gente. MAS!
A verdade é que toda a gente tem uma peça a mais para a construção de uma visão
mais completa do mundo.

"Globalization Now!" ou "O perigo de dizer o que é bom numa cidade."

EasyJet, RyanAir, ClickAir, AirBerlin, entre outras, pasaram a fazer parte do vocabulário do viajante de fim-de-semana.

Porquê gastar 5 horas enfiado num carro para fazer um "vá para fora cá dentro" quando pelo mesmo preço podemos fazer um "vá Mesmo para fora"?
Abrem-se assim novos mundos à malta que tem 2/3 dias para gozar e que não tem medo de voar. All good pensaríamos à primeira vista... Mas o problema surge quando esta torrente de viajantes acorre em massa aos mesmos sítios, quer pela beleza, preços ou festa rija.
De um momento para o outro, cidades pacatas e com ruas estreitas são invadidas por um mar de estrangeiros de câmaras fotográficas ou cervejas em riste.
Como um predador novo nas Galápagos, todo o habitat fica alterado.

Se um guia turístico (livro) diz que um sítio é bom, este passa a ser visitado por turistas (ainda com o mapa na mão).
Imaginem que se tratava do retiro do vosso grupo de amigos - um lounge simpático com cocktails baratos - de um dia para o outro: PUFF! Packed place e English as main language.

Praga já foi Praga. Krakow é a nova Praga e as cartas estão na mesa para escolher onde se vai dar a próxima praga... suspeito que Budapeste (e ao partilhar a minha opinião posso estar a contribuir para que isso aconteça).

Se quiserem conhecer alguma destas cidades que já foram atingidas, tal como elas são, não podem ir num fim-de-semana. E para conhecer a simpatia dos locais... bom, não sei se o podemos fazer. Nalguns sítios, "estrangeiros" deixou de ser algo novo para passar a ser mais do mesmo.
Estou a exagerar um pouco, como costumo e gosto de fazer. Mas faço-o agora por ma razão: tenho uma ideia de negócio que envolve ter malta a classificar as cidades que visitam, com várias categorias (um hostelworld para cidades). Sendo que depois as classificações poderiam ser usadas para pesquisar as melhores cidades.
Pode ser feito... e acho que é inevitável que alguém o faça. Mas sei que isso tem efeitos nefastos para a cidade e, assim sendo, fica a dúvida: Devo fazê-lo? Devo preocupar-me com isto sequer?
O que acham?



... E depois escrever o que leram até agora, embarquei no voo London Stansted -> Barcelona, às 17h55 do dia 27 de Abril de 2007, uma sexta-feira. Entre pitas de vozes estridentes e o grupo de stags que surgiu do nada... venha o diabo e escolha.
Eu, nada de pensamentos perversos à mistura, escolho as pitas pelo simples facto de fazerem menos barulho que os motores do avião. Os stags... parece que estou num pub britânico com toda a gente bêbada.
Abençoados tampões para os ouvidos! ;)

Sunday, May 27, 2007

Tallin - Notas póstumas

Pimba! O que o Davide curte é não gastar dinheiro em transportes!
Isso misturado com o facto da estação de autocarros não aparece no mapa do Rough Guides = Andar pa caralho!!! Eu até gosto. :)

Depois de fazer uma longa caminhada fiquei logo a conhecer os arredores da coisa.
A área não histórica tem uns edifícios muito high-tech, gostei sim senhor.
Ligação marítima à Finlândia e Suécia com uns mega barcos paquete.
Transportes por todo o lado: trolleys e trams a bombar.
Passagens de peões subterrâneas sem grafitis!! :O
Zona alta com uma espécie de castelo e então... Catedral Alexander Nevski! Linda linda linda! :D
Mais umas voltitas à coisa (agora já mapeado no meu mapa), passagem por uma embaixada de Portugal (é nestas alturas que dá para perceber que as saudades estão cá) e siga para o hostel!

Hostel impecável! :D
E não podia ser de outra forma com funcionários australianos e irlandês (esta malta é demais!). :D
O hostel era uma antigo apartamento, que nem quero imaginar quando custaria porque era brutalissímo, tinha sauna, cozinha e quartos bem grandes. Por falar em quartos... o maior era usado à tarde para sessões de cinema. :) Rentabilizando a coisa vi o Fear and Loathing in Las Vegas, Lock Stock and Two Smoking Barrels e o High Fidelity.

Siga para a cidade! E cum caraças! Que bela cidade! Tudo IMPEC! Ok, ok... havia obras num lado e noutro, mas nesta altura já sabia que essa era a minha cruz por estar a viajar em pré-época alta. ;)
Nem dá para descrever... só mesmo com as fotos que hei-de colocar aqui. ;)

Apanhei aqui malta que tinha conhecido em Riga: Bill, Juliane e Amélie e acabei por fazer Tallin com eles.
Night out: Fomos ao Holywood! Nice +/-, mas aqui já estava mais lá que cá. Nem deu para aproveitar. :\
Curiosidade: O Hell's Hunt é o pub mais antigo da Estónia = 1993. :D

É uma cidade a rever com calma, não pode ser de outra forma.
Foi daqui que parti para London Stansted, onde fiz escala antes de seguir para Barcelona.
Na noite antes partida deram-se os motins russos que acabaram por se tornar notícia e sobre isso já bloguei. Durante a manhã não havia vestígios do que se tinha passado, limpeza eficiente.

Zoooommmm para London Stansted com sandes para alimentar um batalhão. :)

Riga - Notas póstumas

Riga brought snow, nightlife, spanish, swedes and australian dudes! :)

First day:
  • Finger freezing photo session;
  • Macdonald medium burguer for 1,51 lats;
  • Centro histórico com carros do melhor, trânsito controlado e câmaras por todo o lado;
  • Night: Frank's night out - La Rocca; Vejam por vós! :)
Second day:
  • Very good food: restaurante "Lidos";
  • Lunch with spanish blokes;
  • Sunday night: disco with only one dance floor open. Hostel people only! Não impediu os suecos que estavam a animar a coisa de serem metidos na rua... lol. :)
  • No Orange Bar for you!
Third day:
  • Lunch with australians;
  • Dinner with big group of girls;
  • Night: Orange Bar! :D Followed by another bar near the hostel;
Last morning:
  • Assaltos à malta que tinha conhecido no dia antes: câmaras fotográficas e cartões de crédito;
Dica de viagem: Durmam com as coisas debaixo da almofada.

Resumo: Riga, cidade pequena, bonita, cosmopolita, movimentada e com uma vasta oferta de bares e discos -> entrada 2-5 latis.

Lituânia, Letónia -> Proibido fumar em espaços fechados. La Rocca -> smoke rooms e capangas a apagar cigarros à malta, assim como a meter suecos na rua. :)

Fear and Loathing from Vilnius to Riga!

While travelling by bus from Vilnius to Riga I was drifting in and out of a pleasant sleep (ear plugs power!!).

Nothing special about this so far! The thing is that after a while I started dreaming that I was talking with some people: some perky ladies at first - with them also talking between them - and then I started thinking about the "Germany hasn't learned its lesson subject" and another guy showed up (in my dream) and started talking about it quoting another guy - who's name he didn't recall - on the subject.
Not knowing the name of the other guy, he froze his speach trying to remember the guy's name providing aditional information about the guy (other than is name of course).
At this point I was awake to the point of hearing the bus engine zooming and I got freaking surprised because I didn't knew what was giving rise to this strange persona and where was this aditional information coming from.
Like... I WAS REALLY TALKING WITH THESE GUYS and seing them interact with each other.

An experience I would like to repeat.

Vilnius - Random notes from the Past

Estou agora em Vilnius e claramente não planeei bem a coisa. Devia ter ido a Kaunas hoje mas pensava que esta cidade era maior e programei mal a coisa. Era para tirar fotos hoje mas está nublado... Fuck!
No lado positivo, tenho tido conversas agradáveis com este people (nas quais falo demais).

O hostel (Backpackers Hostel - Vilnius - Lithuania) tinha pendurada numa das camas uma bandeira de Portugal. :)

Dica de viagem:
Chamar Taksis no meio da rua sai mais caro (e podem levar a histórias engraçadas, daquelas que se tem vergonha de contar aos amigos). Ligar para central de taksis e aguardar!

Vilnius nightlife:
Great if you hit the right places -> and there are a lot of them!
Three nights are not enough!
A calm approach to the site is in order. Chill-out and get to meet the people from the hostel, go out with them, have fun and you might just get lucky.
On the street just walk around saying "Labas(ss)" to the ladies and if they Labassyou back ask them where they are going -> ... and go with them. :P
Every bar asks for money at the entry, but don't worry its cheaper than the current price of a certain bar in Benedita. :|

Liethuania, como se escreve em Lituano, é árvores + lagos e árvores + lagos e árvores + lagos.
Big lake, small lake, everywhere a lake-lake (this sentence should be sang as the "Old Macdonald had a farm").

Nevou uma beca! :D

Kebabai (sim, Kebab) - 8 litas

Late night business contacts. Travelling rocks! :D

Private note - Póstuma

Nesta altura estou tão cansado de viajar que nem me entusiasma a ideia de conhecer novas pessoas. Não sei se será por estar em Vilnius tempo demais ou... pelo facto de, nas conversas que mantenho, não me calar durante o tempo necessário para que as outras pessoas falem... permitindo a criação de alguma ligação.
Mudar isto e repensar os motivos que me levam a sair à noite.

Sunday, May 13, 2007

Vilnius

A very nice city! :)
Unfortunately, during my visit it was under a strong facelift - in preparation to become the 2009 European capital of culture. So... now you know where to go 2 years from now! ;)

Social hiato: good cars, branded clothes, some very nice streets and at the same time some dust covered ones with also beautiful buildings, just waiting to be discovered.

Security: keep to the main streets and stay away from the sporty shaved head teenagers and you'll be fine. :)

Saturday, May 12, 2007

Tri-city - Gdansk, Sopot, Gdynia

Gdansk
Pequena mas linda, linda - uma das cidades mais bonitas que encontrei.
Bares de estudantes no distrito de Wrzeszcz:
  • Infinium - estava vazio, mas o barman deu-me umas novas recomendações:
  • C.O.B.E - Hip-hop... :\
  • Mechanik - Poker night... xxx polish talk... lol.
Conheci 2 polacos: um estudante de matemática e o barman (reminder... 7 em 10 dão o número de telefone, lol x 2).

Sopot
Beach resort, nices houses, peer and beach: SWANS!
Expectations suck. :(
Thursday night: Papryka! Next time...

Gdynia
A mais industrial das três. Belo passeio pedonal junto à praia, para variar, cheio de povo. :)

Baltic Hostel
Nice, plain, cheap, well located.
Met a canadian couple on their honeymoon, two swedish girls and a swiss girl.

Gdansk can be seen in a few hours and is definitely worth the visit!

Travel tip: A melhor maneira de descobrir coisas boas na Polónia é consultando os guias InYourPocket! :)

Tri-city - Gdansk, Sopot, Gdynia

Gdansk
Pequena mas linda, linda - uma das cidades mais bonitas que encontrei.
Bares de estudantes no distrito de Wrzeszcz:
  • Infinium - estava vazio, mas o barman deu-me umas novas recomendações:
  • C.O.B.E - Hip-hop... :\
  • Mechanik - Poker night... xxx polish talk... lol.
Conheci 2 polacos: um estudante de matemática e o barman (reminder... 7 em 10 dão o número de telefone, lol x 2).

Sopot
Beach resort, nices houses, peer and beach: SWANS!
Expectations suck. :(
Thursday night: Papryka! Next time...

Gdynia
A mais industrial das três. Belo passeio pedonal junto à praia, para variar, cheio de povo. :)

Baltic Hostel
Nice, plain, cheap, well located.
Met a canadian couple on their honeymoon, two swedish girls and a swiss girl.

Gdansk can be seen in a few hours and is definitely worth the visit!

Travel tip: A melhor maneira de descobrir coisas boas na Polónia é consultando os guias InYourPocket! :)

Thursday, May 10, 2007

Warszawa - escritas póstumas

Warsaw foi trilhada em dois dias, com as noites a servirem para descansar.
Once again, hotel-like hostel: Oki Doki, not allowing for cosiness during my stay. Older/gayer roommates.
Last night (>00h30) the people just ignored the fact I was sleeping when doing a late check in... even the dumbass guy from the reception... .|.

Ponto positivo! Great photos! :D
A cidade velha é património da UNESCO e isso conta para alguma coisa. Linda! Mui preciosa!
Um jardim brutal (onde podemos chegar a partir da cidade velha seguindo o "caminho real") onde podemos ver lagos, árvores, esquilos vermelhos e crianças em carrinhos de passeio no seu estado selvagem - se podermos chamar selvagens a esquilos que recebem comida de putos.

Apesar da presença de resmas de Politzei em todo o lado, continuava a não me sentir muito à vontade nalgumas áreas. Isto porque li pela primeira vez num guia de viagens um aviso para evitar uma determinada área "de câmara em riste": Praga de Warszawa (tipo Cuba do Alentejo) e porque ouvi no hostel um Norueguês a contar como o seu grupo de 28 foi abordado por um grupo de 9 apenas para a pancada, oferecendo elogios simpáticos cara-a-cara para incitar a coisa, ignoraram os gajos e seguiram tendo esse gajo levado um murro nas costas e calado para evitar o escalar das coisas.

Even so... muita gente na rua, jardins públicos com crianças, mulheres a circularem sozinhas à noite. Tive uma Warszawa segura e seria errado que a última palavra não fosse essa.

Krakow - escritas póstumas

Krakow é uma bonita cidade com gente nova, uma boa ligação com o rio Wisla e muito movimento nas ruas.
A noite é tão animada como o dia e passa-se exactamente no mesmo local. As mesmas ruas que durante o dia sustentam turistas, pela noite gramam com malta nova. Os locais de paragem deixam de ser os cafés para passarem a ser os clubes underground (literalmente) que todas as ruas têm.

Sobre o estilo de vida: cerveja à venda por todo o lado com as latas de 0,5l como extensões corporais de qualquer gajo com mais de... 16 anos talvez - estimativa observada.
Raparigas bonitas e boas [raparigas :P] como não encontrado em mais nenhum país (potencial concorrente: Hungria) e em quantidades superiores à capacidade de processamento do meu cérebro. A existência de gajos altos de olhos azuis poderão interessar a algumas leitoras. :)

Spring time meteu os casais todos na rua: normalmente um brutamontes e uma gaja boa [rapariga :)].

Warsaw



Visitei o Warsaw Rising Museum e depois o Quartel General da Gestapo.

Do primeiro, achei brutal que toda a Polónia, apesar do governo estar exilado em Londres, tenha mantido a sua coesão e mantido uma resistência constante à força opressora.



Sob as barbas dos ocupantes o anterior governo continuava em contacto com o seu povo.


Random facts:
  • Crianças a entregar correio (não-censurado);
  • Armas feitas em oficinas de forma artesanal;
  • Rádios pirata;
  • Uma tentativa constante de manter o fluxo da informação;
  • Os nazis reduziram a educação ao mínimo necessário, retirando tudo o que fosse polaco.
  • De lembrar que no início da invasão, toda a gente que pudesse colocar o regime em causa foi presa. Acontecendo novamente o mesmo quando os soviéticos tomaram conta da Polónia, sendo dessa vez presos todos os que estivesses "contra" o comunismo.
Do segundo... não escrevi nada no livrinho. Mas lembro-me de ver umas salas em que a malta tinha de ficar sentada virada para a parede durante períodos que podiam ir até vários dias.
Ferramentas de tortura e um rádio que era posto a tocar para abafar os gritos da malta.

Wednesday, May 9, 2007

São os Esquimós cidadãos da UE?

Se a Gronelândia faz parte do território Dinamarquês e a Dinamarca pertence à UE. Quererá isto dizer que os esquimós pertencem à UE?

Made in Poland



MALUCH

Auchwitz-Birkenau

Caminhei no campo de concentração sabendo que em cada passo pisava cinzas e sangue de milhares de pessoas - relembrado pelo guia da visita.
À entrada, por cima do portão principal há um sinal que diz: "O trabalho trás a liberdade."
As mortes eram eficientes.
Tudo era aproveitado:
  • cabelo, para fazer roupas;
  • cinzas, para adubos;
O Zyklon B - o gás usado para matar a malta - foi escolhido por ser a forma mais eficiente de matar os judeus [e outros cativos]. 4 quilos dava para matar mais de 1000 pessoas de uma vez.
Citação: Esta tecnologia foi também usada por ser a mais humana.
Leia-se "mais humana" para os soldados, isto porque a certa altura até mesmo os soldados nazis tinham dificuldades em lidar com a aquilo que "tinham" de fazer.

As condições de vida nos barracões(estábulos) eram deploráveis:
  • ratos;
  • em certas alturas 1000 pessoas por barracão;
  • beliches com 3 níveis;
  • 4 ou 5 pessoas por cama = 12-15 por beliche;
  • apenas os mais fortes conseguíam ficar no de cima;
  • esses eram os melhores porque várias razões;
  • os barracões não tinham isolamento, temperatura interior = exterior;
  • temperaturas negativas durante o Inverno podiam chegar aos -20ºC (I think);
  • o calor sobe, logo quem ficava na cama de cima ficava mais quente;
  • os ratos que andavam por lá atacavam as pessoas que dormiam na cama de baixo;
  • dadas as condições de alimentação, a diarreia era comum pelo que quem dormia em baixo gramava com a merda dos de cima;
Havia apenas um barracão para a malta se lavar, sem que a água chegasse para todos.
As latrinas eram lado a lado, versão industrial e não ofereciam privacidade.
A hora que os prisioneiros tinham para se lavar era a única altura em que as famílias se conseguiam juntar.
O cheiro deste barracão, de tão insuportável que era, afastava os guardas pelo que era dos poucos locais em que havia liberdade de expressão.

Relativamente à máquina de morte... fiquei com a impressão de que era de uma simplicidade incrível: um sítio feito para matar pessoas.
A primeira câmara de gás: um barracão com uns buracos no tecto, por onde era largado o gás.
As outras câmaras de gás, já em Birkenau... maiores... mas igualmente simples: um espaço onde as pessoas entravam, nuas, despojadas dos seus bens e onde eram mortas.
Seguia-se a remoção de tudo o que fosse útil e a cremação dos corpos. Uma fábrica simples. Como qualquer outra. A diferença residia no facto de processar pessoas.

Tudo isto é incrível... Felizmente para nós, estamos vivos e não estivemos envolvidos neste genocídio. Olhemos para isto e aprendamos com os erros do passado, condenando como podermos os actos de desumanidade através do mundo.

Krakow

Primeira Noite
  • Fui para o bar do hostel;
  • Encontrei os dois canadianos que tinha apanhado em Berlin: Dylan e Josh - não tinha escrito nada sobre eles porque achava que não os ia apanhar novamente. Escrevo agora. Eram dois gajos bué relaxados. Demasiado relaxados! Pareciam que estavam sempre drogados, mas sem estarem :P;
  • Estes foram dormir e eu mudei de sala no bar;
  • Apanhei uns espanhóis porreiros :) a jogar bilhar!
  • Estes não iam sair por isso voltei a mudar de sala;
  • Conheci uma americana de nome Shawnakim (nome composto por outros nomes de familiares...) e que está a viajar sozinha à volta do mundo. Trabalho 2 anos e despediu-se para fazer isto. "Não, não sou o único!" :P;
  • Conheci o Nick, também americano e a rentabilizar a sua língua nativa ensinando Inglês na Polónia. Humm... :);
Ninguém queria sair por isso acabei por sair sozinho. :)
Fui ao Prozac (recomendação feita no hostel). Não estava muito cheio pelo que estive lá só algum tempo e depois voltei para o hostel... :\
Alone it's no fun!

Primeiro Dia
Visitei Auchwitz -> Conteúdo da visita no próximo post. Tendo tido a companhia de duas francesas que conheci nessa manhã ao pequeno-almoço, no hostel.
Axelle e Sarah (cabelo vermelho) <- muito útil para a encontrar à distância. :) No processo de comprar dos bilhetes disse à senhora que queria fazer a visita de 6 horas. Ela deu-me para a mão uma data de papelinhos autocolantes - que temos de colar no casaco para os guias verem - e eu toca de começar a metê-los enquanto fazia conta à taxa de conversão... :S Nisto ela olha para mim e apercebe-se que algo não está bem. :P E pronto, depois lá devolvi 5 dos bilhetes e recebi o guito de volta (no processo ela enganou-se e ainda poupei 1zv). Um bilhete para a visita guiada é 26zv e 4zv são 1€ +/-. Segunda Noite
Saída com a malta do hostel para um bar perto daí.
Conversa com um casal irlandês-polaca. Nice!
Vários temas, mas houve um que ficou mais marcado. Estava a jovem, de nome Marta, a partilhar que nota que tem mais em comum com pessoas que conhece do outro lado do mundo, que com as pessoas que a rodeiam no sítio onde mora. Globalization now... a mesma educação por uma sociedade mundial. Tudo está a ficar misturado. ok ok... estou a exagerar, mas pelo menos ouvimos as mesmas bandas. :)

Segundo Dia
  • Sol, vida nas ruas, nas pessoas, no ar;
  • Animação nos bares e nos ouvidos;
  • Gente jovem a divertir-se;
  • Reflexos do pôr-do-sol no rio;
  • Cores vivas misturadas com o ritmo da música nos bares;
  • Um candeeiro azul (que aprendi ser tipicamente comunista) num mesa redonda;
  • Uma Tyskiw a doirar ao Sol;
  • Porche e Fiat - o contraste perfeito! - uma máquina fotográfica que não quis funcionar...
Segunda Noite
...
Mas que raio... ignorem estas "datas"... estive lá de 3ª a 6ª feira.
No processo tive de comprar uma câmara fotográfica nova que É UM ESPECTÁCULO porque a barata que comprei em Espanha berrou de vez.

Quinta-Feira à Noite
Saí com os espanhóis e o gajo inglês sempre leadered (mais que bêbado) e fomos para a praça central tocar guitarra, cantar, dançar fazer vídeos da coisa e da malta que se juntou a nós. Foi um momento impecável e daqueles bem passados! :)

Sexta-Feira à Noite

Saí com o inglês e o irmão dele, que chegou nessa noite, e acabei por me perder deles quando me pus à conversa com duas polacas. Depois fui à procura deles e perdi-as a elas, depois fui à procura de gente do hostel mas népia... ía sair pela manhã pelo que desisti da "night" e fui para o hostel.

Ah! Cena alucinada! Havia uma tipa americana no hostel completamente passada dos cornos. Não se calava (pior que eu!) e contava a toda a gente esta história:
  • O namorado tinha acabado com ela Krakow;
  • Ela mudou de hostel;
  • No hostel não a deixaram fazer check-in porque estariam em obras;
  • Ela conseguiu descobrir que não estavam em obras;
  • Confrontou a tipa da recepção com esse facto e ela disse que a gerente disse para dizer aquilo;
  • Ela começa a dizer que o namorado deve ter dito à gerente o que se passou e foi por isso;
  • "Se calhar ele foi para a cama com ela."
  • A mesma história, passadas duas pessoas, já garantia que ele tinha ido para a cama com ela; que ela costumava ir para a cama com os clientes e que tomava droga;
  • Um pobre jovem, que apanhei a dormitar enquanto ela falava com ele, foi acusado de a ter assediado colocando a mão na perna dela: "Inquiria ela depois... ele costuma fazer isso?"
Sábado de manhã no hostel antes de bazar
Stag perdeu-se da manada, não consegui ligar a um amigo e não sabia onde era o seu hostel.
Continuava munido de uma cerveja na mão e claramente ainda faltavam umas horas até estar com o sistema limpo.
Aparentemente, os pais dele têm uma casa em Tavira e ele continuava com umas memórias da sua infância por lá:
"Berlinde! Com creme e sem Creme."
Repetia ele num sotaque que só à quarta vez me permitiu perceber de que raio falava ele.

Para mim o equivalente seria: "Olhó gelado fresquinho! Há fruta e há chocolate!"

Davide VS Hostel Directions!

Krakow começou de uma forma engraçada.

Tinha as seguintes indicações no meu bloco relativas ao hostel, copiadas do hostelworld depois de fazer a reserva:
Krakow Hostel -> Nathan's Villa Hostel
Phone: +48 22 62 22 946
135.00PLN to pay (36,81€)
Directions:
Leave the main train station.
Put big building with clock tower on left side.
Aleje Jerozolimska Street. Walk until passing the Polonia Palace Hotel (right, on the other side of the street). On the intersection with Marszalkowska, go underground, straight as much as possible and then right. On exit you'll be on the bottom of Novotel Hotel <- Put it on your left and walk on Marszakowska street. After passing Wilcza, turn left on Pickna Street (24/26 Building C). Walk until you find a light pink building.

Bom... tendo já tido problemas com direcções, nomeadamente em Praga... :\ Desta vez tive o cuidado de passar todas as indicações, sublinhar o nome da rua, olhar para o mapa para saber em que direcção é que tinha de caminhar (normalmente uso o bússola para ajudar nesta fase) e assim, quando saí do comboio estava mais ou menos orientado.
Encontrei um outro mapa mais detalhado numa parede da estação mas não encontrava lá a rua que devia seguir... :| Enfim, caga nisso... agarrei na bússola e "é por aqui"! :)
Antes de sair da estação apanhei um gajo sentado numa tasquinha que dizia: "Nathan's Villa Hostel" ... paio do caraças. :) Fui lá falar com ele e, antes que ele me tentasse convencer a ir ficar no hostel, disse-lhe que já ia para lá e que tinha as indicações. Even so, ele deu-me um folheto, o que me libertou de andar a ler as indicações do bloquinho.
Tuca tuca, lá andei os 15 minutos que sabia que iria demorar, usando o mapa e o feeling que tinha adquirido relativamente à localização do hostel.

Perfect! :) Cheguei lá e quando fui para fazer check-in... não tinham a minha reserva...
Diz-me a tipa da recepção...
"Are you sure you booked for Krakow and not Warsaw?" (eles também têm hostel lá)
E eu...
"Sure! I followed the directions here! :)"
De qualquer forma, acedo à net no pc que ali estava lá para lhe mostrar que tinha reservado.

E pimba! Tinha mesmo reservado o hostel de Warsaw... :o
Nota: Depois puz-me a pensar como teria aquilo acontecido (expiação), e lembrei-me que o hostelworld usa cookies para se organizar e quando fazemos várias pesquisas a informação nos cookies só guarda uma das localizações. Isto dá para observar quando estamos a ver vários hostels ao mesmo tempo e depois carregamos para ver as fotos: ficamos a ver as fotos do último que pesquisamos e não daquele que estamos a ver nessa altura. :S

E pronto... tive uma sorte do caraças porque aparentemente ambos os hostels ficam mais ou menos à mesma distância das estações de comboios e na mesma direcção! :D

Outra nota sobre este trajecto inicial: fui bastante mirado pelas locais enquanto caminhava até ao hostel. Infelizmente, foi coisa que não se repetiu nos dias seguintes. Terá sido o efeito axe na sua versão gajo latino, com barba por fazer, de mochila às costas demonstrando que é um viajante que anda a conhecer o mundo ergo... alguém interessante? :P

Train to Krakow

9 horas e 39 minutos de viagem

  • Tempo para escrever;
  • Tentativa de comunicação com a senhora do lado;
  • Falta de um vocabulário comum -> a ideia do site bombava!
  • Estive a mostrar-lhe os países onde tinha andado no mapa;
  • Estava no processo de aprender umas palavras em polaco e a senhora ajudou-me dizendo como se diziam. Dgen Cuié para ela! :)
Durante a viagem o tempo estava um pouco murcho e fiquei com a impressão de uma Polónia algo rústica.
Deparei-me também com umas mini-casas com telhados anexadas a pequenos terrenos. Não fazia ideia do que era aquilo, mas resisti para não ficar a pensar que eram casas polacas... lol.

Mais tarde, já em Vilnius, viria a descobrir que se tratavam de pequenas estruturas de apoio às hortas e que passado algum tempo iam sofrendo expansões até que pareciam realmente pequenas casas. Acho que foi o Timo que me falou nisto e se bem me lembro o conceito tinha origem alemã.

Tuesday, May 8, 2007

Berlin

Preços baratos da comida!
Será que é porque há tanta oferta?
Porque é que há tanta gente a vender kebab? -> Em todas as esquinas!
Serão os preços de aluguer baratos?
Será que é a geografia da cidade que permite que pessoas andem a pé e vão comer as estes sítios?

-----------

Viagem de +/- 7 horas -> estado post-mortem sem conhecer ninguém. A disposição dos bancos muda tudo! Cabines levam as pessoas a conversar.

Primeira Noite
O Hostel "The Circus" segue a mesma linha do Wombats. Uma diferença está no facto deste ter o café e bar (também na cave <-> BUSINESS TIP: sound issues) acessíveis do exterior -> ver anotações sobre Hostel = Habitat.

Conheci a malta do quarto:
  • 2 canadianos (1 fuck = 1 kill)
  • 1 espanhol: Ikor (2 anos Delloite em Miami)
Hit a kebab - 2,5€
Bar do hostel e dormir!!!!

Primeiro Dia
  • mega pequeno-almoço (pack para a tarde);
  • free tour Berlin (dá-se gorjeta no fim);
  • rest a bit;
Segunda Noite
  • Pub Crawl com:
  • Guia canadiano: Sean (Tenho o contacto dele escrito à beira de um mapa algures!);
  • Conversa com um alemão local assim do nada;
  • 3 raparigas belgas (Também tenho o contacto de uma delas escrito num mapa algures...);
  • Not so good of a last pub;
  • Canadian + American interaction;
  • Duas raparigas portuguesas (esqueçam...);
Segundo Dia
  • Pequeno-almoço de olhos azuis com referência a Nicola Conte;
  • Regresso ao quarto para arroxar uma beca;
  • Almoço com os gajos da Catalunha e alemão que estava com eles (de nome Maia, mandar o vídeo! :P);
  • Comi um "currywurst von brutchen" -> gutten!
  • Photo shoot and hostel.
Terceira Noite
  • Bar onde o Ikor queria ir na rua das putas (Onionstrasse);
  • Conheci o tuguês Ricardo - Piercer em Londres (Lembrar de copiar o número de telefone dele!)
  • Live rock! Com as SubMarien -> gutten também;
  • Long walk até aos bares onde eu queria ir...
  • Cansaço...
  • Kebab...
  • Dormir...
  • Nesta altura, tínhamos no nosso quarto, um grupo de americanas (uma das quais tinha uns olhos verdes brutais!) e uma italiana de 36 anos que traduzia jogos da Nintendo;
Terceiro Dia
  • Attemp to go to a flee market (which was closed! Travel tip: get informed before going for a big walk :P)
  • Soviet memorial - que fica na fifth house of dick;
  • Rest back at the hostel;
  • Bought train ticket;
  • Walked in North Berlin;
  • "Recovery Sunday" in the hostel with "Million Dollar Baby";
  • caught on to a group of 3 (videogame power): Tim, Celine e Wendy; Cool folks! :D
Resumo da minha Berlin...
Apanhei o fim-de-semana da Páscoa, pelo que a cidade estava vazia.
Gostei do contacto que tive com a história da cidade (free guide olé). Apercebi-me do quão ignorante sou relativamente à história! :(
Enfim... posso partilhar um pouco do que aprendi...

No final da segunda guerra-mundial, a Alemanha foi dividida pelos países Aliados em 4 zonas: Francesa, Inglesa, Americana e Soviética. A zona soviética ficava a Leste e estava fisicamente separada das restantes pela cortina de ferro, uma coisa que até à data eu pensava que era uma coisa apenas simbólica.
Havia no entanto um problema: a capital, Berlin, ficava no lado dos soviéticos! Os restantes aliados não acharam piada à coisa e decidiram que esta deveria também ser dividida pelos 4 (imagem sacada daqui):
Ora, isto criou um efeito interessante! :D

Como devem imaginar... não era muito fixe viver sob o regime comunista na parte Leste da Alemanha. Mas o que fazer? :(

E que tal ir até Berlin e apanhar um avião? Pimba! Nem mais! :)
Chegavam a um gabinetezinho algures na parte oeste de Berlin e recebiam um passaporte e um bilhete de avião.
Destino: alemanha oeste.
Rota: mesmo por cima da cortina de ferro!

Toda a malta com dois palmos de testa começou a usar este escape.
Os soviéticos, ao verem as suas cabecinhas pensadoras todas a levantarem voo, ficaram assim um bocado em pânico! Afinal... não podiam impedir a malta de embarcar no avião.

Eis que...
E que tal impedir a malta de ir para Berlin Oeste? Pimba! Nem mais! :)
Da noite para o dia (literalmente!), Berlin oeste ficou completamente rodeada por um muro de arame farpado, tendo apenas 12 pontos de entrada - todos sob o controlo soviético.
Este muro [de Berlim] depois levou um upgrade para cimento, minas anti-tanque, patrulhas armadas e por aí além.

E pronto, espero que tenham gostado da mini-lição de história. :)

Praga

Esta bela cidade, também recortada por um rio (de nome Vltava), perdeu-se entre as outras que visitei.
Ficaram apenas as memórias fugidias que me esforço por espremer.

A viagem até lá foi patrocinada por uma mega sandes que sobrou para o almoço do dia seguinte.
Travel tip: comida barata junto aos mercados e estações de comboio.
A conversa no comboio foi em inglês com um canadiano com sotaque francês. Eric, 30 e poucos, jogador de andebol a caminho de um torneio em Praga.
Boa parte da viagem foi no sopé de montanhas a acompanhar um belo rio.

A chegada a Praga foi nublada e diria que foi feita pela porta das traseiras - a linha de comboio não segue nenhum trajecto turístico, antes pelo contrário.
Comecei com o pé esquerdo, com uma falha na interpretação da localização do hostel "The BoatHouse", assim como do nome.
Fui para Norte quando devia ir para Sul.
Caminhei quando devia apanhar transportes e falei inglês quando era preferível falar checho.
De positivo ficou o facto de ter feito exercício, ter conhecido uma boa parte da cidade (em termos geográficos e não turísticos) e ter baixado as minhas expectativas pa caraças quando finalmente cheguei ao hostel - 4 horas depois de chegar a Praga. Desta forma, foi com agradável surpresa
que fiquei numa hospitaleira "casa de barcos" (e não uma casa num barco/botel como tinha pensado).
Mesmo ficando na 5ª casa do caralho o hostel valeu! Senhoras simpáticas e atenciosas (até postais e caneta ofereceram) e uma grande sala para convívio.
Travel tip: escolham hostels localizados perto do centro da acção...

O meu plano original era chegar ao hostel e descansar antes de partir à descoberta da, tão aclamada, noite de Praga.
Quatro horas de backpacking e falta de companhia para voltar à cidade (um dos gajos que estava a dormir no hostel tinha sido espancado na noite anterior e apresentava o seu recém-adquirido olho negro - contextualização: usava roupas comunistas e uma barba quando foi espancado) alteraram o plano para uma noite de camaradagem marinheira entre uns copos e xadrez.

A malta era quase toda americana mas havia também canadianos e também um grego. Para variar, falámos em inglês.

Primeiro Dia
Pequeno-almoço industrial (travel tip: rentabilizem quando está incluído no preço e se der façam sandes para o dia ;)), seguido de castelo, jardim, câmara fotográfica com problemas pessoais, Troja (lindo e turist-free), cidade na sua glória de fim de tarde, carteirista a correr (malta com calças de fato de treino = "assaltem-me por favor") e regresso glorioso ao hostel.
A língua nessa manhã e tarde foi espanhol e encontrei também uma família portuguesa de visita: deu para trocar um "olá tudo bem". :)

Segunda Noite
O plano para esta noite era descansar e depois ir para a nightlife. Para variar... fiquei na conversa a ver se convencia a malta a sair comigo (depois de mais um relato de um gajo assaltado...) e depois de umas horas lá foi a troupe: Davide, Dimitri, Rafi e Noah.
Matrecos entrecuzados com conversa com umas americanas (uma das quais se despediu ao bazar do Dimitri com um "gostei muito de te conhecer" e 2 beijos que o deixaram à nora porque eu é que tinha falado com ela!! ... lol) e toca de ir para um club.
Bom ambiente. Noah a rokar toda a gente, malta a fazer chicken dance... ridículo, yet... fun! :)
Boa interacção com os locais e regresso tardio ao hostel.

Segundo Dia
Não dormi nada [de jeito, lol]. Tomei [mega novamente] pequeno-almoço.
Troquei contactos com a malta. Tirámos uma foto de família. :D E depois bazei com o Dimitri (que ia para o aeroporto).
Acabei por ficar a dormitar na estação de comboios com o despertador de prevenção para não perder o comboio. Estava um início de tarde quente e o espírito de InterRail estava definitivamente comigo enquanto apanhava sol, encostado à mochila, junto aos carris.

Hostels como um Negócio da China

Um hostel pode ser visto como um habitat.
  • oferece camas a X€
  • se tiver um bar atrai mais gente
  • normalmente durante o check-in é oferecida uma bebida grátis no bar;
  • o bar tem uma clientela mínima garantida: a malta que dorme no hostel;
  • o bar fornece um "ambiente de convívio" ao hostel aumentando a sua popularidade;
  • a popularidade trás mais pessoas;
  • se tiver um café para além de um bar podem ser divididas as águas: hostel-dormida, café-comida, bar-bebida -> As pessoas passam a ter tudo o que precisam no hostel!
Parte vital: hospitabilidade e qualidade do serviço.
Análise de rentabilidade: em comparação com um hotel, um hostel está bem na medida em que no mesmo espaço mete mais gente. E a malta dos hostels não é tão picuinhas... lol.

Humm... uma coisa que nunca cheguei a testar:
Imaginem que vão ficar 3 dias num hostel, e que fazem check-out e check-in todos os dias... dará direito a uma bebida por noite? E valerá a pena? :)

E pronto... isto é uma ideia para quem tem guito. Em Lisboa, que eu saiba não há nenhum hostel conhecido internacionalmente. Se replicarem um Wombats (Viena, Munique) ou o Circus (Berlin) podem passar a ser "o" hostel em Lisboa. ;)

Mais coisas a ter em conta:
  • Ao reservar o hostel seria útil perguntar alguns detalhes aos visitantes, tais como:
  • Veio para divertir-se, if so: pub crawling? sair à noite?
  • Veio para visitar e descansar?
  • Importa-se de acordar a meio da noite com barulhos diversos por parte do resto da malta?
  • Ressona?
  • Fala enquanto dorme? Se sim, em quantas línguas?
Esta informação permitiria proporcionar uma melhor estadia a toda a gente, aumentando o nível de satisfação dos clientes.

Design de sanitas

Sentamo-nos nelas apenas para as ignorar-mos de seguida.

Image: FreeDigitalPhotos.net

Quem ainda não viajou não terá reparado nas diferenças de design deste objecto do dia-a-dia.
Da minha curta experiência de viagem posso partilhar que as sanitas chinesas são... rufar de tambores... mais baixas. :P E que as sanitas na Alemanha, Holanda e também uma - que ficará sempre junto ao meu coração - em Praga, República Checa, têm a saída da merda localizada junto à parte da frente da sanita, e não imediatamente debaixo do rabo dos assentadores.
Embrenhado na descoberta da origem desta deficiência genética na formação das sanitas naqueles locais, deparei-me com um site que explica a coisa. As imagens acima é proveniente desse site.

Este desenho de sanita tem origem alemã e a principal razão para a criação da "prateleira de merda" é exactamente... servir de poisatório da mesma, para posterior inspecção sanitária.
Esta inspecção tem como objectivo garantir que está tudo bem...

Uma outra razão, que pensava estar na base da coisa, seria evitar o "beijo de neptuno", em português... salpico...
Aparentemente esse é apenas um efeito secundário desejável. :)

Por outros lado, existem efeitos secundários menos positivos:
  • Salpicos urinatórios quando os homens mijam de pé;
  • Marcas de derrapagem tramadas de limpar;
  • Problemas quando a pressão de água é baixa demais (ajuda manual...);
  • Problemas quando a pressão de água é alta demais (cagalhões balísticos);
Para as pessoas que não me conhecem este tema poderá parecer estranho, mas deixem que me defenda. :)
Estou a debater o design de um dos objectos mais utilizados no dia-a-dia das pessoas. Imaginem onde poderíamos ir se conseguíssemos melhorar este e outros objectos que consideramos terem atingido a perfeição - ao ponto de deixarem de ser tema...

Quem sabe se um dia não estaremos a largar poitas e depois a utilizar conchas para pós-limpeza.

Munique

Uma cidade nova!
Jardins de cerveja, cerveja, cerveja! Amontoados de gente a comer e a beber nas esplanadas.
Muita gente de bicicleta e patins.
Área central mistura bem edifícios históricos com grandes lojas. Ruas grandes e com gente por todo o lado.
Uma interacção com o rio como nunca vi, criando espaços que a Natureza por si não permitiria e dando origem a topless e surf (sim! surf num rio! É brutal!!). Ainda para o mais quando se está a fotografar prédios e de repente me deparo com um surfista todo molhado e vivo (referência ao morto na floresta com um fato de mergulho).
Jardim dos Ingleses Rocks!

Gostei da cidade mas estava em Fast-Forward pelo que não deu para embeber-me do verdadeiro conteúdo da mesma.

Noite no Euro Youth Hostel que, depois do Wombats soube a pouco.
Travel tip: Se houver Wombats, vão ao Wombats!
De qualquer forma, o EYH tinha um bar e fui até lá conhecer malta!
Já estava a ser convidado para o Oktoberfest com sítio para ficar e tudo! :) Infelizmente, não estou com prática suficiente de pedir contactos (como o Bernardo pelo menos :)) e fiquei "apenas" com 2.
Na night falei com: futuros brewers (a malta que faz a cerveja) que eram de Chicago e que tinham ido estudar à fonte; umas tipas da Namíbia (a Ellie estava toda bêbada e queria que fosse com ela para Paris... foi só rir!); mais uskeras (são mais que as mães!) e dei para praticar o espanhol!

Kebab

A comida dos viajantes é o Kebab: fatias finas de borrego, ou galinha, assado no espeto, servidas dentro de pão pitta com cebola crua, molho de chili e salada.

Houve uma altura na minha viagem em que o meu corpo passou a ser uns 30% kebab.
Estamos a consumir tanta daquela coisa não pude deixar de me inquirir sobre a coisa.
Aquilo que me fascinava mais era o preço: uma coisa irrisória...

Como é que com aquele preço se consegui ter tanta carne?!?
Como não podia deixar de ser tive de explorar a questão e seguem-se as minhas conclusões.

Existem duas possibilidades, ambas perfeitamente plausíveis:

1. O ADN do borrego e da galinha foram estudados e adaptados para dar origem a novas espécies animas: kebab de galinha e kebab de borrego! Estes animais são criados em cativeiro e quando atingem o tamanho certo são-lhe cortadas as patas, é metido o espeto et voilá!

2.As células estaminais do borrego e galinha são recolhidas em massa e deitadas num recipiente com a forma cilíndrica que conhecemos. Depois, é enviado um sinal às células para que se tornem todas em carne (em vez dos habituais constituintes de um borrego ou de uma galinha). :)

Preços do kebab em vários locais:
  • Berlim - 2€
  • Munique - 3€
  • Viena - 2,5€

Comboio Viena-Munique

Conversa com um veggie guy austríaco de gola alta.

O salário de um gajo que trabalho numa loja de música na Áustria é 990€.
O aluguer de um T1 custa 400€ por mês.

O valor da arte

Partilhando o que o francês partilhou comigo relativamente ao valor da arte...
Media o valor das "obras de arte" não pelo valor que o artista lhe atribuia, nem pelo que as pessoas diziam da obra, mas sim pelo sucesso no estabelecimento de uma ligação entre a pressão/necessidade do artista se expressar de uma [nova] forma e a necessidade do público dessa forma de expressão para comunicarem ou expressarem aquilo que vai dentro de si.

Para compreender esta ideia a melhor forma será pensarem num escritor que inventa uma nova palavra, digamos abuxismo. Esta palavra tem valor artístico não porque eu, que a inventei agora, digo que tem. Nem porque outras pessoas dizem que tem. Apenas tem valor artístico quando as outras pessoas encontram nela um meio para visualizarem ou comunicarem algo que queriam dizer. Não sei me estou a expressar correctamente, mas abuxismo representa isso mesmo. lol

Viena

Contextualizando: cheguei a Viena depois de 3 noites a curtir em Budapeste e um dia a trilhar Bratislava.

Fui directo para o hostel tendo apenas feito uma pausa para atender um telefonema do Telmo (que me animou bastante por sinal).
Hostel Wombat's - The Place - uma loucura tremenda. Feito por viajantes para viajantes!
A qualidade da coisa é alucinante e julgo que a única coisa que estranhei foi a pouca intimidade -> é um hostel em grande! Também na minha cabeça ficou a ideia de que o hostelworld e a sua ordenação por rating acaba por juntar viajantes e visitantes no mesmo sítio -> resultando numa troca de experiências bastante diversas.

Logo na primeira noite fui jantar fora com malta que conheci. Do meu quarto: Ben (canadiano, apreciador de música, política interna) e Chris (americano, política interna). No bar: Chrissie, Paris, Barbara, Marian e Mitch. No caminho para o jantar: Julia (marketeer Argentina, que foi parar a Viena em vez de Ljubljana porque lhe venderam o bilhete errado... siga) e Shack (british bloke com quem não tinha uma linguagem em comum... :|).
Noite murcha em que o cansaço me meteu na cama bem cedo.

À parte: estou em Munique agora, na sala de espera da estação de autocarros, e o gajo à minha esquerda acabou de snifar uma bela dose de uma cena castanha e está a tremer [mais] uma beca.

O primeiro dia em Viena foi feito com o auxílio do mapa do Wombats e as suas dicas para os hotspots da cidade.
Vale a pena comprar o passe de 3 dias (12€) assim que chegarem dado que um bilhete de uma viagem comprado no trem é 2€ (xulos!). Passes de 1 dia a 5€. E!!! No wombats alugam uns passes por ainda menos!!! Perguntem na recepção.
Corri a cidade toda a tirar fotos sempre em passo acelerado porque achava que dava para fazer a coisa só num dia. E realmente, um dia dá para ver muita coisa, mas não o suficiente.
Viena é simplesmente demasiado rica, e não estou a falar apenas dos bólides que circulam na estrada. A cidade tem tanta coisa bonita para ver que algumas das coisas nem estão listadas no mapa como sendo de interesse turístico.

É curioso comparar esta realidade com a da vizinha Eslováquia que tanta importância dá ao seu [único?] castelo.

O centro histórico está pejado de turistas com resmas e resmas de cafés que transbordam até às ruas.
A não perder: uma viagem no tram #1 ou #2 que segue o anel em torno da cidade velha, permitindo dar uma vista de olhos distante sobre a cidade.
Terminada a volta, sigam para o interior do anel. Aí poderão encontrar a maioria dos pontos de interesse numa área que se faz bem a pé. Se os vossos pés discordarem, façam uma pausa num dos belos jardins vienense enquanto escutam um ou outro pássaro. :)

Achei a cidade bonita, ao nível de Budapeste, mas com um nível de vida/ostentação absurdamente superior.
Foi estranho ter kebab a 2,5€! O mais barato até agora!

Mais coisas de Viena:
  • Quando terminei de ver tudo apercebi-me que a cidade exigia mais um dia. Ainda havia facetas por conhecer!
  • Aproveitando a borla de um Sábado fui ver o MAK. Brutalíssimo! Sim! MAK é muito fixe! Assim o achei porque apanhei uma intervenção de uma tipa chamada Elke xxxxx, de nome Fluid Logic (acho).
À parte: mais uma snifadela!
  • Outra referência para o mercado que, mesmo já não tendo muita coisa (cheguei tarde), continuava com uma data de cafés cheios de gente e barracas a vender comida (kebab power).
Segunda noite
Conheci mais um gajo no meu quarto: um francês, filósofo, professor universitário de moral e ética, e... a viajar de bicicleta (40 quilos) para a Índia! :|
Opinião sobre a minha viagem:
"O que estás a fazer é semelhante a apaixonares-te por cada cidade. Para as conheceres tens de viver lá."
Tinha trabalhado 10 anos num projecto relacionado com arte, oferecendo bilhetes para espectáculos à malta em troca de "opiniões" sobre os mesmos (mais sobre isso no próximo post).
Tinha feito uma organização sem fins lucrativos para fazer isto e quando o guito começou a escassear fez o mesmo que o Forrest Gump e investiu no mercado das maças com resultados interessantes... :)

Nesta mesma noite ainda conheci uns tugas de Vila Real e sai com a Marian para ver os bares Vienenses.
Os bares que vimos não eram nada de especial (ou estavam vazios por já ser tarde) mas houve alguns que chamaram a atenção por terem gaijas de lingerie nas montras. As raparigas não deviam ser boas trabalhadoras porque limitavam-se a mandar sms's nos telemóveis em vez de cativarem o público masculino para entrarem...

Segundo dia
Passear. Esquecer-me da máquina fotográfica.
Conhecer no meio da rua pai e filho neozelandeses. Malta impecável.
Chill-out. Escrever cenas acerca das cidades anteriores e decidir novo destino.
Foto shoot time!

Terceira Noite
WomBar com a malta do quarto. New guy: Luke (Army Enginner)
Nomes da malta do Hostel
Front-Desk: Neils -> Um Nuno Markl
Sajaka (Sayaka) -> German + Chinese
WomBar: Mona e Sarah (-> from Munich)
Conversa com duas Uskeras: a Ainhoa e a Naroa (sim, estes são os nomes delas :))

Bratislava - Skoda Town

Fui para Bratislava a pensar que ia para o fim do mundo (devido a relatos anteriores por parte de quem lá foi).
Acabei por me deparar apenas com uma pequena grande cidade (como transmitido no marketing da mesma) junto ao rio Danúbio.
A ideia geral com que fiquei foi de uma cidade que se está a abrir ao mundo e onde os negócios parecem estar em alta.
Belos carros por todo o lado, edifícios de grandes empresas, ruas cheias de publicidade e um centro histórico voltado para o turismo.
Fora do centro realmente predominam os grafitis mas também um grande número de jardins cheios de pessoas e coloridos com as récem-despertas flores e crianças a brincar.
O tempo não deu para muito mas fiquei a saber que os parques naturais no Leste do país valem uma visita prolongada.

Mais tarde, em Viena, recebi uma referência a um bar chamado "Charlie" com a tag "porn stars". A analisar numa próxima visita.

Xuga Xuga para Bratislava

Tive uma conversa muito animada com um alemão que está a estudar medicina no Sul da Hungria. Falámos um pouco de tudo mas focámo-nos um pouco em questões sensíveis (xenofobia/racismo) com que os viajantes se deparam.
Na opinião dele existe um certo nível de conhecimento/maturidade mínimo, com o qual, o passado, ou visões parciais (que todos temos) se converte numa agressividade para com os outros.
  • Malta sem grande conhecimento;
  • Malta que foi ensinada/a quem foi passado algum conhecimento e que o integra como seu;
  • Malta que questiona o conhecimento que lhe foi transmitido dando-lhe o contexto adequado e não o integrando com única visão do mundo.
Apenas nos últimos segundos antes de sair do comboio nos apresentámos:
"Olá! Sou o David."
- "Também sou David(e)"

Foi uma conversa muito ritmada e não pode deixar de me lembrar do "Inteligência Social" e dos pré-requisitos para criar uma ligação.

Budapeste

Esta cidade foi corrida em 3 noites e 2 dias. Pouco tempo para uma das cidades mais bonita e espantosa que visitei.
Nem sei por onde começar...

Budapeste para minha surpresa é composta por duas áreas chamadas... Buda... e Peste. :)
A separação é feita pelo Danúbio e a união é por várias pontes, a mais antiga das quais é a Chain Bridge.

O meu contacto inicial foi com Buda (a Oeste) num solarengo final de tarde.
Aproveitando o Sol subi até ao monte de Buda, onde percorri A, B, C e D, enquanto procurava o gabinete de turismo. Isto para arranjar um mapa melhor que o do meu guia e descobrir onde podia arranjar um punhado de florins - apenas os suficientes para comer alguma coisa nesse dia.
Pseudo-travel tip: Preparar comida para uma viagem de comboio de +/- 8 horas teria sido sensato.

Seguindo para Norte em busca de uma estação de metro onde comprar um passe de transporte para a minha estadia (3 dias) descobri a salvação sob a forma de um Burger King.

... Acelerando o relato:
Um homem simpático - com ideias menos positivas relativamente ao capitalismo - levou-me ao tram 14.
Hostel acolhedor onde fui recebido pela Agnes e onde conheci a malta do meu quarto: o Jörn (engenheiro civil) alemão em fim de viagem desde a Grécia e o Bernardo (tuga que trabalha na Islândia e que é o maior socializador :D que já tive a hipótese de conhecer). Fiquei a conhecer também uma rapariga Húngara, amiga do Bernardo, que... falava português! :)

Primeira noite:
Munido com o roteiro barístico, orientado pela Agnes, fui com o Jörn ao Old Man's Pub e ao Alcatraz. Depois o Bernardo juntou-se a nós e fomos a um bar underground chamado Simpla - um edifício abandonado convertido num grande lounge! :D Aí estivemos a beber uns copos e falar com malta Hungara. Eu e o Jörn já estávamos todos queimados mas o Bernardo ainda nos arrastou atrás de um casal (que ele desencantou do nada :)) que nos ia levar para outro bar "popular entre a estrangeirada": Old Man's Pub - Round 2 - agora com dance floor.
Nota: o round 1 incluiu rock hungaro e o Alcatraz teve live jazz.
Depois disso seguimos para o Hostel para um descanso merecido.

Primeiro dia (inteiro)
Parque da cidade para aproveitar a borla do Fine Art Museum. Na altura havia também uma exposição de Van Gohn que, em retrospectiva, deveria ter pago para ver.
Estou a tomar o gosto à "arte". :)
Por aquelas bandas passei ainda junto ao zoo (edifícios engraçados) e numa praça central deparei-me com uma exibição de malta trajada/parada militar e um "comboio presidencial" ou similar a parar o trânsito todo enquanto se dirigia para lá.
À tarde segui para o Museu de História Natural (à borla) e depois fiz-me ao bife - a fome já apertava. Orientei um prato cheio por 4€!
Passei mais uma beca pelo "centro de Peste" e depois segui para o hostel para reunir energia para o jantar Português (Bernardo power).

Segunda noite
Jantar com o Bernardo, Barbara, Isa e Joana (simpáticas portuguesas em Erasmus), duas outras húngaras que também falava tuguês (infelizmente não me lembro do nome), Matteu (dono da casa) e namorado da Barbara. Comida húngara: pasta e carne. :)
Bom ambiente que manteve uma amena conversação. :)
Quando eram horas fomos para uma disco (West-Balkán) com o melhor DJ de Budapest - às quartas-feiras - a dar-lhe forte no Drum-n-Bass. Uma noite animada com as locais... LOL.

Segundo dia
Dormir pouco e comer pouco não é uma boa política e o meu corpo tratou de mo relembrar. Dia de passeio calmo a rentabilizar ao máximo os transportes públicos: mercado central, cidadela e roteiro pelas pontes.
Foi um dia poliglota porque tive de sacar do meu francês para me orientar no gabinete de informações dos trains (elvira.hu) e ao fim do dia tive uma avaliação positiva do meu espanhol pela récem-chegada "tipa que mora perto de Barcelona, mas cujo nome já lá vai".

Terceira-Noite
Jantar com a malta portuguesa, desta feita sem o Bernardo que tinha bazado para Amesterdão.
Fui ter com a Joana e a Isa e daí seguimos para uma associação cultura onde a maioria da gente era TUGA! Vimos umas imagens de Portugal que estavam a ser mostradas aos não-tugas e depois demos-lhe forte no arroz doce! :)
Nota: falar português nesta altura foi uma experiência... diferente e reconfortante!
Pós-jantar e com a hipótese de escolher entre disco e "coisa local incerta" obviamente escolho a segunda. E que agradável surpresa: danças romenas (como as do largo do carmo e do festival andanças). Espírito positivo e toca a dançar, conhecendo jovens no processo: romenos, húngaras, polacas... havia de tudo. Ah! E mais portugueses! :)
Entretanto o Jörn também foi lá ter! As, minhas novas amigas, tugas bazaram e nós seguimos com as polacas para o West Balkám onde a minha falta de dotes bailantes me valeram um lábio rasgado... not nice... até me abstrair da coisa. :P

E assim foi... daí a 5 horas estava num comboio para Bratislava.

Informação transversal à minha vivência em Budapeste:
  • As mulheres húngaras são lindas e algumas apenas podem ser descritas por "SEXY!". :)
  • Sistema de transportes brutal!
  • Cidade animada com muitas pessoas na rua.
  • Jovens de skate e patins em linha por aqui e ali.
  • Muitas lojas.
  • Uma capital rica culturalmente.
  • População séria e distante (ao início) e, disse a Barbara, pessimista.
  • Resmas de sem-abrigo nas ruas (desde a entrada para a UE).
  • Já disse a parte das mulheres bonitas? :)

Objectivos de viagem

Malta que usa as viagens como escape (visitando outros sítios).

VS

Malta que faz das viagens a sua vida.

Talk with people

If you are travelling a simple 'Hi' is enough for breaking the ice.

Hostels rock since they provide a shared space.
Check-in early and you'll be able to be the person which welcomes everyone and gets conversations/events going!
If you get there late groups are already formed and it isn't as easy to fit in, but it can still be done! ;)

Common travel subjects:
  • kind of trip;
  • previous locations;
  • next destinations;
  • recommend destinations;
  • recommendations regarding the person's next destination: hostel, sights, where to eat;
  • previous work;
  • home countries;
Para manter uma conversa a andar é importante ter, e demonstrar, interesse genuíno no que a outra pessoa está a dizer. Conversar com gosto e ouvir a outra pessoa.
E isso também pode ser feito em Portugal!

Bed bugs, bed bugs. What'cha gonna do when they come for you?

A danger lurks in the dark! BED BUGS!

Ora, ora. Não tenham medo agora. Rimou... lol.
Aparentemente existem uns bichinhos de cor preta que podem estragar completamente uma noite de sono, assim como a semana seguinte.
Os ditos animais atacam a pessoa e puff! Borbulhas e coisas afins.

Os viajantes levam-nos de hostel em hostel e depois de afectarem o sítio, só uma desinfestação os tira.

Para nós, viajantes, isto significa duas coisas:
  • Temos de ter cuidado para não os apanharmos;
  • Temos de ter cuidado para não os passarmos;
Para não os apanharmos devemos analisar o linho das camas em busca de pontinhos negros. Se lá estiverem devemos avisar os donos do hostel e ir dormir prontamente a outro lado.
Se estivemos num sítio com os ditos cujos então devemos ter o cuidado de não alastrar a coisa a outros lados:
  • Não utilizando os nossos sacos-cama no hostel -> usar lençóis lavados fornecidos pelo hostel;
  • Se dormirmos ao ar livre, analisar se passámos a ser portadores (isto é um concelho infundado porque não sei se os podemos apanhar na rua :P);
E por último... parece que os bichinhos se escondem nas camas de madeira (buraquinhos tra la la), pelo que hostels com camas de outro material estarão on the clear.

Ljubljana - Slovenia (Lj lê-se Lh)

Na viagem de comboio ainda tentei manter uma conversação com uns estudantes alemães, mas o inglês deles tinha de ser arrancado a ferros e não havia a sincronização necessária para manter uma conversa.

Cheguei a Ljubljana às 2 A.M. (+1 porque na altura tinha mudado a hora) e meti patins em direcção ao Fluxus Hostel. Só me apetecia fazer à cama (trains do suck at night).
O Fluxus Hostel foi votado um dos melhores do mundo e isso deve-se não só às condições mas principalmente às pessoas. O espaço é aconchegante e dá-nos a impressão de "lar" (inclusivé pela fila para usar a única sanita :P).
Mal cheguei a Cláudia (night shift) orientou-me para os meus aposentos e já tinha avisado o ppl que ia sair à noite que quando voltassem não deviam fazer barulho. Pretty sweet.

Day 1 - Internet Time + Rest Day
Or so I planned.

Acabei por não blogar muito e num curto passeio acabei por ver praticamente tudo em Ljubljana. A cidade é pequena e não tinha muito movimento! Na altura não percebi como é que a capital de um país podia ser tão parada. Depois lá reparei que era Domingo e dei o desconto.
Uma visita light inclui uma ida ao pequeno castelo, um passeio junto às várias pontes e também uma olhadela pelo mercado (do qual apenas apanhei vestígios porque acordei tarde - leia-se (de tarde"). Aquilo que ainda consegui ver parecia um mercado de antiguidades com algumas coisas engraçadas (para irmãs do redactor).

Ah! Pequeno-almoço: Burek por 2€!
Um género de massa que por dentro tinha cogumelos, salame e queijo... uma pizza basicamente.
A ocupação italiana/austríaca ao longo de uma catrefada de tempo marcou a cozinha eslovena. As pizzas e as salsichas estão por todo o lado.

A noite foi passada a jantar com as pessoas de nome Maia, Tamsyn, Marius e Tore. Fui jantar com eles ao "Frescos" para um grande prato de carnes diversas (nesta cidade podem comer um hamburger de cavalo).
Após regressar ao hostel tive direito a um corte de cabelo a la militar dos states e a noite terminou comigo a rebolar no chão enquanto tinha contracções de tanto me rir (YouTube sponsored).

Day 2 - Laga-me até ao fim!
Seguindo a recomendação do Mira (que é o dono do hostel) eu e a Maia fomos ver os lagos Bled e Bohinj... whatever.
Foi um belo dia de passeio, que começou com um pequeno-almoço num café incrível (de acordo com standards de aconchegamento) junto ao lago Bled.
No outro blog já tenho uma foto do Bohinj... :P

Monday, May 7, 2007

Veneza

Veneza, ou Venezia, para os locais.

Um dia inteiro sem carros, ora aí está uma coisa diferente! Chega-se cá de comboio, qual cena retirada do Spirited Away, vindos de Nordeste.

A primeira imagem é imediatamente positiva e corresponderá às expectativas:
  • coisas bonitas: check
  • água: check
  • barcos: check
  • uma catrefada de turistas: check
Desta feita não fiz o habitual (informações turísticas + mapa) e em vez disso segui a recomendação da Aly (uma americana que estava no mesmo quarto que eu em Florença) e segui a estrada turística (à esquerda quando se sai da estação) em vez de atravessar a ponte e ir directamente para o Santo Graal dos turistas em Veneza: a praça de São Marcos.
Segui pacatamente a estrada apinhada de gente enquanto sorvetava um sorvete, até que me deu a panca para virar à esquerda a meio e ver mais qualquer coisa.
Dei por mim a andar mais à vontade enquanto seguia uma pequena manada de turistas que aparentavam estar munidos de uns mapas a P/B com um percurso marcado a verde "quero passar no exame relendo apenas isto". Com o Wisdom of Crowds em acção fui vendo uma data de coisas bonitas: igrejas, canais aquosos rasgados por pequenas pontes, ambulâncias a todo o gás e, é claro, as gôndolas para turista ver.

Acabei por desaguar perto da praça de São Marcos (placas a amarelo indicam o caminho) e lá fui ver o bicho. "Bicho" até calha bem como descrição porque a praça - bonita, vasta e acompanhada por uma torre e edifícios também interessantes - estava MINADA de pombos, aliás, tinha mais pombos que turistas -> algo que enquanto me estava a concentrar apenas nas pessoas (ignorando os ratos com asas) diria que não era possível.
Nem quero imaginar como é esta cidade na época alta!
Ainda sobre turistas + ratos... na praça podemos comprar milho, pelo módica quantia de 1€, colocá-lo nas nossas mãozitas e depois deixar que os pombos nos ataquem enquanto os nossos acompanhantes tiram as fotos da praxe. Como não podia deixar de ser, esta actividade faz com que a praça esteja bastante poluída. Tanto o chão, que deixa de ser um local de repouso para os backpackers, como o ar, onde levamos com razias constantes, e o ar novamente sob a forma das diferenças de pressão que se vã propagando (som para os leigos) e que têm origem nas cordas vocais das pitas que não conseguem aguentar a experiência avassaladora à qual se submetem. Felizmente as pitas são abafadas pelo som dos sinos da torre... which is Ve[ry]nice.

Se formos para sul e atravessarmos o rio ficamos novamente mais folgados e encontramos uma Veneza mais pacata, com menos gente e com os canais a partilharem alguma da sua beleza com as casas que os ladeiam. Uma Veneza mais pacata e silenciosa.

Julgo que tive uma boa Veneza. A melhor parte é mesmo deixarmo-nos embeber no ambiente enquanto usamos as pequenas pontes para ir de ilha em ilha.
A água é de um verde limpo e está acessível por degraus, polvilhados de poucos em poucos metros. Não fosse a quantidade de barcos a circular e faria o convite para um mergulho. A mim, vontade não me faltou.
Enquanto andava ia-me lembrando do "Italian Job" e analisando as habilidades de condução dos taxistas, assim como, de quando em vez a dos gondoleiros que, com apenas um remo, a dar meio de lado, lá vão orientado o passeio.

Como voltei à política de "não ver museus" dei a volta à coisa em 5h30, o que quer dizer que ainda tenho 2h30 para queimar antes da partida para Ljubljana.

Ideia brilhante: "Tenho tempo para voltar à praça de São Marcos e tirar umas fotos nocturnas pelo caminho."
Ir até foi fácil (apesar de ter demorado 40 minutos) dado que havia placas amarelas em todo o lado... voltar é que foi outra história.
Não me apercebi disso durante o dia, porque me tinha um objectivo definido, mas agora estava a ver-me à rasca.
Safei-me à conta da bússola (5€ bem gastos) e com um pouco de "seguir o fluxo de turistas" <- Isto é muito bom. Estar sozinho numa rua não é bom presságio!

Enfim... para os próximos destinos vou ter de ter em conta que:
Quem se mete por atalhos, mete-se em trabalhos!

Private para Góis, Chang e resto da malta que gosta das pizzas dobradas ou lá o que é: aqui é que são boas! :)

Nota pós-viagem: meti-me em atalhos noutras cidades com resultados/trabalhos semelhantes. :)

Eu sou o Davide e trabalho na Embaixada de Portugal

"Your country discovered South Africa... blah blah... issues."
Not nice!

Os grandes feitos dos portugueses estão manchados com aquilo que fizemos nas colónias descobertas: escravatura, pilhagem de recursos locais (utilizados para pagar castelos e merdas afins).
Bom, esta é apenas uma chamada de atenção relativamente àquilo que se pode esperar quando dizemos que somos portugueses.
Apesar disto... a realidade hoje é diferente e quem quer que esteja a viver no passado pode continuar a fazê-lo. Eu não o farei.

Pensamento sobre o pensamento:
Todos os viajantes são embaixadores do seu país.
Recai sobre nós a responsabilidade de dar o nosso melhor na nossa interacção com os outros para garantir que a impressão que fica de nós (e implicitamente de Portugal) é a melhor.

As pessoas dos comboios

As viagens de comboio são uma boa oportunidade para conhecer novas pessoas.
Mas nem todos os comboios têm as condições necessárias para uma boa conversa.

Comboios nocturnos estão fora de questão.
Comboios com os bancos todos virados para o mesmo lado seguem o mesmo destino.
Ficam de fora os comboios com cabines (acho que é este o nome e mesmo que não seja vou chamar-lhes isto até que alguém me corrija)! :)

As cabines, metem a malta frente a frente, a uma distância superior às áreas pessoais de cada um.
Dificilmente a malta se consegue ignorar e no decurso das viagens, que acabam por longas, há sempre uma pequena coisa que dá azo a abrir a boca, e puff, fez-se o chocapic!

Entre Nice->Milão, dei por mim com 2 mexicanos e um japonês. Tudo malta de Informática e no caso do japonês, outro job dropper. :)
Entre Florença e Veneza, deparo-me com um professor de economia ambiental da universidade de Washington: aula de meia-hora à borla, olé! :)
Entre... entre nada e nada. Que depois ou eram os comboios que não tinham cabines, as cabines que não gente, ou era eu que não tinha um entendimento da língua local. Não se repetiram os contactos comboianos.

E daí... espera lá. Fica a memória também de um Davide na carruagem errada e de uma tentativa "party & co"-iana de comunicar.

Ficam as boas recordações de conversas sobre a vida, viagens e afins. ;)

Sobre o cansaço

O cansaço pode reflectir-se na nossa disposição e ter impacto sobre a forma como avaliamos uma cidade. Ao escrever estas linhas estou cansado e a precisar de um bom descanso.

Pensamento: ontem a noite saí uma beca cansado e não me divertir nada (apesar das minhas tentativas para continuar bem disposto).
Como poderia ter feito para ter uma noite melhor?
  • Descansar depois do jantar e sair apenas depois, criando assim uma janela temporal na qual poderia ter conhecido os meus colegas de quarto;
  • Perder as inibições e meter LOGO conversa com quem me apetecer - it has been know to work;
Even so, estou de parabéns por ter saído à procura de diversão.
Vantagens:
Sei onde é o Archi Rossi.
Fiquei a saber onde são os bares.

Travel tips:
Hostels também dão mapas!
Se quiserem uma mochila barata vão até à estação de comboios de Florença. Na praça que fica em frente há ali uma chinesa que vende aquilo ao desbarato. :)

Generalização momentânea

Visitar zonas turísticas antes da época alta é um convite a apanhar tudo em obras!

MAK - Viena - Áustria - Europe - Mundo

O MAK é uma galeria de arte impecável que fica em Viena - Áustria. Seguem-se algumas das coisas que achei por bem recolher na minha visita (à borla! Viva os Sábados!). :)

Elke Krystufek - LIQUID LOGIC - The Height of Knowledge and the Speed of Thought
A intervenção que estava por lá na altura.

Livros que estavam numa prateleira, também nessa intervenção:
The book of Nothing: Vacuums, Voids, and the Latest Ideas About the Origins of the Universe
It Must Be Beautiful: Great Equations of Modern Science
Faster Than the Speed of Light: The Story of a Scientific Speculation
Below Your Mind
Pattern Recognition
Raymond Petition - não encontrei... :\
Com esta brincadeira já podia estar a ganhar guito com os affiliates da amazon. ;)

Frase excelente:
Do you want to be the big designer or the big consumer?
Adolf Loos - Ornament and Crime
Lembro-me de ler algo como "o nível de cultura de uma civilização pode ser medido pelo número de gatafunhos nas suas casas de banho". Dá que pensar, não acham? :)

Coisas que querem sair do telemóvel

Coisas para fazer relatórios: Jasper. IReport.

Nome de um projecto que estava para começar com o Paulo e o Pedro: MyNet.

Obras/artistas que gostei de ver na galeria Uffizi:
Sandro Botticelli - O Nascimento de Vénus
Domenico Ghirlandaio - Adoration of the Magi
Pietro Perugino
Hans Memling

Como dizer "Txim txim" em
Húngaro: "É guéxé gédré"
Polaco: "Nasdrovia"
Alemão: "Prost"

Fiorenza - Um rascunho não publicado

Passei por Florenca porque ouvi dizer que era das melhores cidade de Italia: expectativas elevadas e que acabaram nao completamente correspondidas.

Esta cidade sofre pela sua reputacao. O numero de turistas e estudantes em manada e` simplesmente brutal e nem quero imaginar como sera` na epoca alta! :)
Tendo ja percorrido umas tantas cidades espantou-me o facto da cidade nao ter espaco para um pobre turista parar e descansar. :S

Um roteiro pedonal faz-se rapido e deve incluir a longinqua Piazza de Michelangelo, de onde se pode ter uma bela visao da copula do Duomo a reinar sobre os restantes telhados.

Uma vez que nao arranjei cama no hostel bacano, orientei-me com uma especia de pensao cheia de quartos... Quando cheguei conheci `a entrada um casal de Malteses (malta simpatica ;)) mas eles desapareceram para um quarto e eu fui parar a outro, que estava na altura vazio :/.
Ou seja, a primeira noite foi passada a conhecer Fiorenza sozinho.
Felizmente, como quem tem boca vai a Roma, orientei-me segundo recomendacoes de uma brasileira que trabalhava num cafe` (eles andem ai) ate um bar de nome Astor - demasiado Posh :) para mim.
Alternativa B - fui `a procura do hostel onde nao consegui reserva - Archi Rossi - em busca de almas backpackers. Sucesso! :) Chegado la` nao me deixaram ir ate ao lounge mas para compensar a tipa deu-me um mapa e disse-me onde ficavam "os bares". La` fui e parei no Irish Pub mais antigo de Florenca a beber uma sangria sozinho. :| Ainda voltei ao Astor para ver se ja` tinha mais gente mas nepia... ainda para mais a media de idades tinha descido a niveis puniveis pela lei.
Segui para o quarto todo rebentado da viagem e com vontade de chegar ao vale dos lencois o mais depressa possivel! Acabei por conhecer a malta que estava no quarto (2 americanos e uma brasuca) e fazer aquilo que eles nao foram capazes de fazer - falar uns com os outros. E` ridiculo! Estavam la os 3, cada um na sua cama e estavam simplesmente a ignorar-se... lol.
Nota importante: para dormir em Florenca sao necessarios tampoes para os ouvidos.
Nota nao importante: aparentemente tambem falo Ingles durante o sono.

Random facts on Florenca:
- muita scotter;
- gente bem vestida;
- gelatarias por todo o lado;
- refeicoes `a base de sandes;
- mercearias e supermercados concentrados a Nordeste da estacao de comboios;
- bebida cara;
- policia com factos ridiculos;

Florenca tem um exterior ruidoso e um pouco sujo (caixotes do lixo sao uma especie em vias de extincao e desafio-vos a encontrar um pilhao, papel ou outra cena igualmente amiga do ambiente :/).

Como ja repararam nao disse ainda nada de positivo acerca da cidade. :P
Pois bem, a verdade e` que esta foi a minha percepcao da cidade depois de uma manha a andar.

Sem nada para fazer e desanimado com Florenca, acabei por contrariar o "quando for velho vou aos museus' e fui ver a galeria Uffizzi. A partir dai tudo mudou: passei a amar esta cidade e, como tal, todas as suas pequenas imperfeicoes desapareceram. :D
Como nao percebo puto de arte, fica apenas a referencia `a presenca do quadro, bastante conhecido: "O nascimento de Venus".

Pois bem! Venham a Florenca, comprem um passe para os museus e deixem-se embeber com a arte da coisa. :)

Italian words

Hello - ciao, buon giorno
Goodbye - ciao, arrivederci
Excuse me - mi scusi, prego
Good - buono
Bad - cativo
Near - vieino
Far - lontano
Cheap - buon mercato
Expensivo - caro
Open - aperto
Closed - Chiuso (dito Quiuso)
I don't understand - Non ho capito

Hello to friends - ciao
Hello to others - salve
Thanks - grazie; Answer: prego (de nada)

Notebook entry

24 March
Wake up in Florence. Get on train to Venice. 3 hour trip
Leaving at 8h37, 9h27, 10h37

See Venice during the afternoon

Get on train to Ljubljana.
It leaves at 21h04, and arrives at 01h51. Takes 4h47

So... i need a room in Ljubljana at the night of 24 March.
Done!
Booked Fluxus Hostel!
Reference: 11398-6520596
I have to pay 57€ on arrival!

25 March - 26 March
|-> sleeping at Fluxus Hostel - Ljubljana - Slovenia

Fluxus directions
From the train station. Go right to Slovenska cesta. Go left and walk to Zara, Nama, Benetton stores. Then (after Global discotheque glass elevator) go right.
There we are; first house on the right side of Tomsiceva ulica (street). Number 4. There is 'Dia (photo) studio' on the main floor, we are on the same house on the second floor.
Adress: Tomsiceva, 4 - Slovenia
Phone: +386 1 2515760