À entrada, por cima do portão principal há um sinal que diz: "O trabalho trás a liberdade."
As mortes eram eficientes.
Tudo era aproveitado:
- cabelo, para fazer roupas;
- cinzas, para adubos;
Citação: Esta tecnologia foi também usada por ser a mais humana.
Leia-se "mais humana" para os soldados, isto porque a certa altura até mesmo os soldados nazis tinham dificuldades em lidar com a aquilo que "tinham" de fazer.
As condições de vida nos barracões(estábulos) eram deploráveis:
- ratos;
- em certas alturas 1000 pessoas por barracão;
- beliches com 3 níveis;
- 4 ou 5 pessoas por cama = 12-15 por beliche;
- apenas os mais fortes conseguíam ficar no de cima;
- esses eram os melhores porque várias razões;
- os barracões não tinham isolamento, temperatura interior = exterior;
- temperaturas negativas durante o Inverno podiam chegar aos -20ºC (I think);
- o calor sobe, logo quem ficava na cama de cima ficava mais quente;
- os ratos que andavam por lá atacavam as pessoas que dormiam na cama de baixo;
- dadas as condições de alimentação, a diarreia era comum pelo que quem dormia em baixo gramava com a merda dos de cima;
As latrinas eram lado a lado, versão industrial e não ofereciam privacidade.
A hora que os prisioneiros tinham para se lavar era a única altura em que as famílias se conseguiam juntar.
O cheiro deste barracão, de tão insuportável que era, afastava os guardas pelo que era dos poucos locais em que havia liberdade de expressão.
Relativamente à máquina de morte... fiquei com a impressão de que era de uma simplicidade incrível: um sítio feito para matar pessoas.
A primeira câmara de gás: um barracão com uns buracos no tecto, por onde era largado o gás.
As outras câmaras de gás, já em Birkenau... maiores... mas igualmente simples: um espaço onde as pessoas entravam, nuas, despojadas dos seus bens e onde eram mortas.
Seguia-se a remoção de tudo o que fosse útil e a cremação dos corpos. Uma fábrica simples. Como qualquer outra. A diferença residia no facto de processar pessoas.
Tudo isto é incrível... Felizmente para nós, estamos vivos e não estivemos envolvidos neste genocídio. Olhemos para isto e aprendamos com os erros do passado, condenando como podermos os actos de desumanidade através do mundo.
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