Nem sei por onde começar...
Budapeste para minha surpresa é composta por duas áreas chamadas... Buda... e Peste. :)
A separação é feita pelo Danúbio e a união é por várias pontes, a mais antiga das quais é a Chain Bridge.
O meu contacto inicial foi com Buda (a Oeste) num solarengo final de tarde.
Aproveitando o Sol subi até ao monte de Buda, onde percorri A, B, C e D, enquanto procurava o gabinete de turismo. Isto para arranjar um mapa melhor que o do meu guia e descobrir onde podia arranjar um punhado de florins - apenas os suficientes para comer alguma coisa nesse dia.
Pseudo-travel tip: Preparar comida para uma viagem de comboio de +/- 8 horas teria sido sensato.
Seguindo para Norte em busca de uma estação de metro onde comprar um passe de transporte para a minha estadia (3 dias) descobri a salvação sob a forma de um Burger King.
... Acelerando o relato:
Um homem simpático - com ideias menos positivas relativamente ao capitalismo - levou-me ao tram 14.
Hostel acolhedor onde fui recebido pela Agnes e onde conheci a malta do meu quarto: o Jörn (engenheiro civil) alemão em fim de viagem desde a Grécia e o Bernardo (tuga que trabalha na Islândia e que é o maior socializador :D que já tive a hipótese de conhecer). Fiquei a conhecer também uma rapariga Húngara, amiga do Bernardo, que... falava português! :)
Primeira noite:
Munido com o roteiro barístico, orientado pela Agnes, fui com o Jörn ao Old Man's Pub e ao Alcatraz. Depois o Bernardo juntou-se a nós e fomos a um bar underground chamado Simpla - um edifício abandonado convertido num grande lounge! :D Aí estivemos a beber uns copos e falar com malta Hungara. Eu e o Jörn já estávamos todos queimados mas o Bernardo ainda nos arrastou atrás de um casal (que ele desencantou do nada :)) que nos ia levar para outro bar "popular entre a estrangeirada": Old Man's Pub - Round 2 - agora com dance floor.
Nota: o round 1 incluiu rock hungaro e o Alcatraz teve live jazz.
Depois disso seguimos para o Hostel para um descanso merecido.
Primeiro dia (inteiro)
Parque da cidade para aproveitar a borla do Fine Art Museum. Na altura havia também uma exposição de Van Gohn que, em retrospectiva, deveria ter pago para ver.
Estou a tomar o gosto à "arte". :)
Por aquelas bandas passei ainda junto ao zoo (edifícios engraçados) e numa praça central deparei-me com uma exibição de malta trajada/parada militar e um "comboio presidencial" ou similar a parar o trânsito todo enquanto se dirigia para lá.
À tarde segui para o Museu de História Natural (à borla) e depois fiz-me ao bife - a fome já apertava. Orientei um prato cheio por 4€!
Passei mais uma beca pelo "centro de Peste" e depois segui para o hostel para reunir energia para o jantar Português (Bernardo power).
Segunda noite
Jantar com o Bernardo, Barbara, Isa e Joana (simpáticas portuguesas em Erasmus), duas outras húngaras que também falava tuguês (infelizmente não me lembro do nome), Matteu (dono da casa) e namorado da Barbara. Comida húngara: pasta e carne. :)
Bom ambiente que manteve uma amena conversação. :)
Quando eram horas fomos para uma disco (West-Balkán) com o melhor DJ de Budapest - às quartas-feiras - a dar-lhe forte no Drum-n-Bass. Uma noite animada com as locais... LOL.
Segundo dia
Dormir pouco e comer pouco não é uma boa política e o meu corpo tratou de mo relembrar. Dia de passeio calmo a rentabilizar ao máximo os transportes públicos: mercado central, cidadela e roteiro pelas pontes.
Foi um dia poliglota porque tive de sacar do meu francês para me orientar no gabinete de informações dos trains (elvira.hu) e ao fim do dia tive uma avaliação positiva do meu espanhol pela récem-chegada "tipa que mora perto de Barcelona, mas cujo nome já lá vai".
Terceira-Noite
Jantar com a malta portuguesa, desta feita sem o Bernardo que tinha bazado para Amesterdão.
Fui ter com a Joana e a Isa e daí seguimos para uma associação cultura onde a maioria da gente era TUGA! Vimos umas imagens de Portugal que estavam a ser mostradas aos não-tugas e depois demos-lhe forte no arroz doce! :)
Nota: falar português nesta altura foi uma experiência... diferente e reconfortante!
Pós-jantar e com a hipótese de escolher entre disco e "coisa local incerta" obviamente escolho a segunda. E que agradável surpresa: danças romenas (como as do largo do carmo e do festival andanças). Espírito positivo e toca a dançar, conhecendo jovens no processo: romenos, húngaras, polacas... havia de tudo. Ah! E mais portugueses! :)
Entretanto o Jörn também foi lá ter! As, minhas novas amigas, tugas bazaram e nós seguimos com as polacas para o West Balkám onde a minha falta de dotes bailantes me valeram um lábio rasgado... not nice... até me abstrair da coisa. :P
E assim foi... daí a 5 horas estava num comboio para Bratislava.
Informação transversal à minha vivência em Budapeste:
- As mulheres húngaras são lindas e algumas apenas podem ser descritas por "SEXY!". :)
- Sistema de transportes brutal!
- Cidade animada com muitas pessoas na rua.
- Jovens de skate e patins em linha por aqui e ali.
- Muitas lojas.
- Uma capital rica culturalmente.
- População séria e distante (ao início) e, disse a Barbara, pessimista.
- Resmas de sem-abrigo nas ruas (desde a entrada para a UE).
- Já disse a parte das mulheres bonitas? :)
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