Esta bela cidade, também recortada por um rio (de nome Vltava), perdeu-se entre as outras que visitei.
Ficaram apenas as memórias fugidias que me esforço por espremer.
A viagem até lá foi patrocinada por uma mega sandes que sobrou para o almoço do dia seguinte.
Travel tip: comida barata junto aos mercados e estações de comboio.
A conversa no comboio foi em inglês com um canadiano com sotaque francês. Eric, 30 e poucos, jogador de andebol a caminho de um torneio em Praga.
Boa parte da viagem foi no sopé de montanhas a acompanhar um belo rio.
A chegada a Praga foi nublada e diria que foi feita pela porta das traseiras - a linha de comboio não segue nenhum trajecto turístico, antes pelo contrário.
Comecei com o pé esquerdo, com uma falha na interpretação da localização do hostel "The BoatHouse", assim como do nome.
Fui para Norte quando devia ir para Sul.
Caminhei quando devia apanhar transportes e falei inglês quando era preferível falar checho.
De positivo ficou o facto de ter feito exercício, ter conhecido uma boa parte da cidade (em termos geográficos e não turísticos) e ter baixado as minhas expectativas pa caraças quando finalmente cheguei ao hostel - 4 horas depois de chegar a Praga. Desta forma, foi com agradável surpresa
que fiquei numa hospitaleira "casa de barcos" (e não uma casa num barco/botel como tinha pensado).
Mesmo ficando na 5ª casa do caralho o hostel valeu! Senhoras simpáticas e atenciosas (até postais e caneta ofereceram) e uma grande sala para convívio.
Travel tip: escolham hostels localizados perto do centro da acção...
O meu plano original era chegar ao hostel e descansar antes de partir à descoberta da, tão aclamada, noite de Praga.
Quatro horas de backpacking e falta de companhia para voltar à cidade (um dos gajos que estava a dormir no hostel tinha sido espancado na noite anterior e apresentava o seu recém-adquirido olho negro - contextualização: usava roupas comunistas e uma barba quando foi espancado) alteraram o plano para uma noite de camaradagem marinheira entre uns copos e xadrez.
A malta era quase toda americana mas havia também canadianos e também um grego. Para variar, falámos em inglês.
Primeiro Dia
Pequeno-almoço industrial (travel tip: rentabilizem quando está incluído no preço e se der façam sandes para o dia ;)), seguido de castelo, jardim, câmara fotográfica com problemas pessoais, Troja (lindo e turist-free), cidade na sua glória de fim de tarde, carteirista a correr (malta com calças de fato de treino = "assaltem-me por favor") e regresso glorioso ao hostel.
A língua nessa manhã e tarde foi espanhol e encontrei também uma família portuguesa de visita: deu para trocar um "olá tudo bem". :)
Segunda Noite
O plano para esta noite era descansar e depois ir para a nightlife. Para variar... fiquei na conversa a ver se convencia a malta a sair comigo (depois de mais um relato de um gajo assaltado...) e depois de umas horas lá foi a troupe: Davide, Dimitri, Rafi e Noah.
Matrecos entrecuzados com conversa com umas americanas (uma das quais se despediu ao bazar do Dimitri com um "gostei muito de te conhecer" e 2 beijos que o deixaram à nora porque eu é que tinha falado com ela!! ... lol) e toca de ir para um club.
Bom ambiente. Noah a rokar toda a gente, malta a fazer chicken dance... ridículo, yet... fun! :)
Boa interacção com os locais e regresso tardio ao hostel.
Segundo Dia
Não dormi nada [de jeito, lol]. Tomei [mega novamente] pequeno-almoço.
Troquei contactos com a malta. Tirámos uma foto de família. :D E depois bazei com o Dimitri (que ia para o aeroporto).
Acabei por ficar a dormitar na estação de comboios com o despertador de prevenção para não perder o comboio. Estava um início de tarde quente e o espírito de InterRail estava definitivamente comigo enquanto apanhava sol, encostado à mochila, junto aos carris.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment